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Monique Marcelino, Advogado
Monique Marcelino
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Roosevelt Abbad, Professor
Roosevelt Abbad
Comentário · há 11 anos
Estudos feitos no norte da América mostram o quão longe nós estamos dos Estados Unidos a partir da preocupação real com a formação das crianças

Talvez tenhamos que evoluir e substituir o superior interesse da criança, para o superior interesse de DEUS.

Um estudo de sete anos pelo Instituto de Psiquiatria Timberlawn de Dallas descobriu que o fator mais importante para as crianças se tornarem adultos saudáveis e felizes, não foi a rotina em um endereço ou a construção de alvenaria como base de referência, como dizem os profissionais da área jurídica, mas a continuidade da relação com ambos os seus pais.

"A convivência regular com ambos os pais se revelou mais importante do que o fator educacional, disciplina rígida, rotina em uma residência única ou qualquer outro argumento tradicionalmente utilizados por advogados para negar a custódia física 50/50”.

O estudo Timberlawn, bem como outros estudos já demonstraram, descobriu que a má distribuição de tempo de convivência entre ambos os pais e os filhos, as crianças sofrem consequências a longo prazo, incluindo dificuldades emocionais, fracasso escolar ou baixo desempenho no trabalho, transtornos psicossociais e dificuldade em conseguir intimidade em seus próprios relacionamentos como adultos.

Wallerstein relata que um terço das crianças experimentaram depressão moderada a grave, cinco anos após o divórcio. Quinze anos após o divórcio, muitas dessas crianças ainda estavam experimentando as consequências, quando começaram os relacionamentos amorosos e casamentos por conta própria. Todas as crianças em seu estudo temiam a repetição de um fracasso na vida adulta, traição e rejeição, e todos ficaram muito vulneráveis.”

O que esses e outros estudos também descobriram é que, pais que travam batalhas judiciais e ficam continuamente amargurados é ainda pior. A pesquisa mostra que as crianças são as que mais sofrem, e, em seguida, continuar a batalha por anos através de desafios às determinações legais, com argumentos que se recusam em cooperar com as ordens relativas visitação, custódia, e apoio à criança.

Como salienta Wallerstein,"quando existe desequilíbrio parental, as crianças tornam-se tanto as armas ou os troféus em disputa pelo poder de seus pais, e são vítimas de sua fúria. Além disso, a tensão e o caos e emocional, chantagens às vezes financeira fatos muito comuns na guarda unilateral e visitas limitadíssimas, coloca os pais muitas vezes em situação difícil para fornecerem a segurança e disponibilidade para os seus filhos, deixando ainda mais as necessidades físicas e emocionais da criança não satisfeitas.”

Segundo dados do IBGE, 90% das guardas de filhos no Brasil são concedidas exclusivamente às mães, com visitas limitadíssimas aos pais, nos últimos 30 anos, e os dados brasileiros sobre transtornos psicosociais relacionados ao déficit emocional, embora conhecido por toda a classe médica, não estão sendo monitorados.
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